16/02/2013

Pessoas resilientes têm a capacidade de dar a volta por cima; você é uma delas?



Reynaldo Gianecchini, aqui posando para a campanha O Câncer de Mama no Alvo da Moda, é um exemplo de pessoa que superou as adversidades, transformando experiências negativas em aprendizado

Frente a uma situação difícil, o que você faz: chora, foge ou enfrenta? Pois é, há pessoas que além de ficarem e enfrentarem os problemas, ainda conseguem se beneficiar com eles, aprendendo e crescendo emocionalmente. Essas são as pessoas resilientes.

O termo veio da física para designar a capacidade que alguns materiais têm de absorver impactos e retornar à forma original.

Quando se trata do comportamento humano, a palavra significa a habilidade de lidar e superar as adversidades, transformando experiências negativas em aprendizado e oportunidade de mudança. Ou seja, “dar a volta por cima”.

“Ser resiliente é ter a capacidade de enfrentar crises, traumas, perdas, graves adversidades, transformações, rupturas e desafios, elaborando as situações e recuperando-se diante delas”, explica Paulo Yazig Sabbag, professor de gestão de projetos e gestão do conhecimento da Faculdade Getúlio Vargas-FGV, e presidente da Sabbag Consultoria.

Apesar de o termo ser usado há mais de 30 anos pela psicologia, a palavra ganhou popularidade depois do ataque terrorista ao World Trade Center, nos EUA, em 11 de setembro de 2001.

Depois da tragédia, o governo do então presidente George W. Bush distribuiu cartilhas às pessoas envolvidas com o acidente para ensiná-las e estimulá-las a retomar a vida normalmente, superando o trauma.

No entanto, muitas vezes confunde-se resiliência com resistência – que são duas características diferentes, de acordo com Ana Maria Rossi, presidente do Isma-BR, associação brasileira integrante da International Stress Management-ISMA, voltada à pesquisa e ao desenvolvimento da prevenção e do tratamento de estresse no mundo.

“Uma pessoa resistente é aquela que ‘segura as pontas’, resistindo a situações de pressão. Já uma pessoa resiliente, além de suportar a pressão, aprende com as dificuldades e os desafios, usando sua flexibilidade para se adaptar e sua criatividade para encontrar soluções alternativas”, explica ela.


Por: Chris Bueno
Do UOL, em São Paulo 07/09/2012

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04/02/2013

Estresse, Ansiedade e Esgotamento




Ansiedade, Estresse e Esgotamento são termos de uso corrente entre as pessoas participantes daquilo que se chama vida moderna. Ninguém gosta de pensar na Ansiedade, no Estresse, no Esgotamento ou na Depressão como sendo formas de algum transtorno mental, é claro. Isso pode parecer muito próximo do descontrole, da piração ou da loucura e, diante da possibilidade de sermos afetados, pelo menos alguma vez na vida, pelo Estresse, pelo Esgotamento ou pela Depressão, então será melhor não considerá-los como formas de algum transtorno emocional.
Devemos considerar o Estresse uma ocorrência fisiológica e normal no reino animal. O Estresse é a atitude biológica necessária para a adaptação do organismo à uma nova situação. Em medicina entende-se o Estresse como uma ocorrência fisiológica global, tanto do ponto de vista físico quanto do ponto de vista emocional. As primeiras pesquisas médicas sobre o Estresse estudaram toda uma constelação de alterações orgânicas produzidas no organismo diante de uma situação de agressão.
Fisicamente o Estresse aparece quando o organismo é submetido à uma nova situação, como uma cirurgia ou uma infecção, por exemplo, ou, do ponto de vista psicoemocional, quando há uma situação percebida como de ameaça.
De qualquer forma, trata-se de um organismo submetido à uma situação nova (física ou psíquica), pela qual ele terá de lutar e adaptar-se, consequentemente, terá de superar. Portanto, o Estresse é um mecanismo indispensável para a manutenção da adaptação à vida, indispensável pois, à sobrevivência.
Do ponto de vista psíquico o Estresse se traduz na Ansiedade. A Ansiedade é, assim, uma atitude fisiológica (normal) responsável pela adaptação do organismo às situações de perigo. Vejamos, por exemplo, as mudanças acontecidas em nossa performance física quando um cachorro feroz tenta nos atacar, quando fugimos de um incêndio, quando passamos apuros no trânsito, quando tentam nos agredir e assim por diante.
De frente para o perigo nossa performance física faz coisas extraordinárias, coisas que normalmente não seríamos capazes de fazer em situações mais calmas. Se não existisse esse mecanismo que nos coloca em posição de alerta ou alarme, talvez nossa espécie nem teria sobrevivido às adversidades encontradas pelos nossos ancestrais.Embora a Ansiedade favoreça a performance e a adaptação, ela o faz somente até certo ponto, até que nosso organismo atinja um máximo de eficiência.
À partir de um ponto excedente a Ansiedade, ao invés de contribuir para a adaptação, concorrerá exatamente para o contrário, ou seja, para a falência da capacidade adaptativa. Nesse ponto crítico, onde a Ansiedade foi tanta que já não favorece a adaptação, ocorre o esgotamento da capacidade adaptativa. Vejamos ao lado, a ilustração de um gráfico hipotético, onde teríamos um aumento da adaptação proporcional ao aumento da Ansiedade até um ponto máximo, com plena capacidade adaptativa. A partir desse ponto o desempenho ou adaptação cai vertiginosamente. Aí se caracteriza o Esgotamento.
Em nossos ancestrais esse mecanismo foi destinado à sobrevivência diante dos perigos concretos e próprios da luta pela vida, como foi o caso das ameaças de animais ferozes, das guerras tribais, das intempéries climáticas, da busca pelo alimento, da luta pelo espaço geográfico, etc.
No ser humano moderno, apesar dessas ameaças concretas não mais existirem em sua plenitude tal como existiram outrora, esse equipamento biológico continuou existindo. Apesar dos perigos primitivos e concretos não existirem mais com a mesma frequência, persistiu em nossa natureza a capacidade de reagirmos ansiosamente diante das ameaças.
Com a civilidade do ser humano outros perigos apareceram e ocuparam o lugar daqueles que estressavam nossos ancestrais arqueológicos. Hoje em dia tememos a competitividade social, a segurança social, a competência profissional, a sobrevivência econômica, as perspectivas futuras e mais uma infinidade de ameaças abstratas e reais, enfim, tudo isso passou a ter o mesmo significado de ameaça e de perigo que as questões de pura sobrevivência à vida animal ameaçavam nossos ancestrais. Se na antiguidade tais ameaças eram concretas e a pessoa tinha um determinado objeto real à combater (fugir ou atacar), localizável no tempo e no espaço, hoje em dia esse objeto de perigo vive dentro de nós. As ameaças vivem, dormem e acordam conosco.
Se, em épocas primitivas o coração palpitava, a respiração ofegava e a pele transpirava diante de um animal feroz a nos atacar, se ficávamos estressados diante da invasão de uma tribo inimiga, hoje em dia nosso coração bate mais forte diante do desemprego, dos preços altos, das dificuldades para educação dos filhos, das perspectivas de um futuro sombrio, dos muitos compromissos econômicos cotidianos e assim por diante. Como se vê, hoje nossa Ansiedade é continuada e crônica. Se a adrenalina antes aumentava só de vez em quando, hoje ela está aumentada quase diariamente.
A Ansiedade aparece em nossa vida como um sentimento de apreensão, uma sensação de que algo está para acontecer, ela representa um contínuo estado de alerta e uma constante pressa em terminar as coisas que ainda nem começamos. Desse jeito nosso domingo têm uma apreensão de segunda-feira e a pessoa antes de dormir já pensa em tudo que terá de fazer quando o dia amanhecer. É a corrida para não deixar nada para trás, além de nossos concorrentes. É um estado de alarme contínuo e uma prontidão para o que der e vier.
As férias são tranquilas e festivas apenas nos primeiros dias mas, logo em seguida, começamos a nos agitar: ou porque sentimos que não estamos fazendo alguma coisa que deveríamos fazer, embora não saibamos bem o que, ou porque pensamos em tudo aquilo que teremos de fazer quando as férias terminarem.
A natureza foi generosa oferecendo-nos a atitude da Ansiedade ou Estresse, no sentido de favorecer sempre a adaptação. Porém, não havendo período suficiente para a recuperação desse esforço psíquico, o qual restabeleceria a saúde, ou persistindo continuadamente os estímulos de ameaça que desencadeiam a reação de Estresse, nossos recursos para a adaptação acabam por esgotar-se. O Esgotamento é, como diz o próprio nome, um estado onde nossas reservas de recursos para a adaptação se acabam.

Fonte: G J Ballone (PsiqWeb)

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15/09/2012

Orientação vocacional e profissional sob uma nova perspectiva

 A escolha de uma profissão, é uma atividade que deve ser feita através de cuidadosa avaliação, entre a adolescência e a idade adulta, fase em que o jovem encontra conflitos de várias naturezas: interesses que se opõem, sentimentos contraditórios, ambições variadas e o desejo de experimentar tudo. Outrora, os familiares e os responsáveis escolhiam a futura ocupação dos filhos, escolhendo por acaso ou então tentavam dar continuidade ao legado de uma família de médicos, advogados ou comerciantes.

Outra forma de escolha de uma profissão ocorre por interesses em vencimentos altos e imediatos, ou prestígio social. Acontece que, mesmo o prestígio social depende quase que exclusivamente do profissional e o mesmo se sucede com as vantagens econômicas e financeiras. Assim, tanto o salário quanto o prestigio são conquistados pela competência, em qualquer atividade profissional. O essencial, portanto, é que o jovem primeiramente conheça a si mesmo; saiba, com relativa segurança, quais suas tendências e o seu temperamento; as facilidades que possui - suas aptidões; tenha o maior número de informações possível acerca da profissão, ambientes e ocupações de que gosta, e as de que não gosta. Para isso existe o estudo de suas capacidades, de sua personalidade e dos seus interesses pelo que deve fazer profissionalmente, em que local, de que modo, isoladamente ou acompanhado. Tudo pode ser feito através de uma cuidadosa avaliação psicológica que é composta por entrevistas, testes psicológicos, jogos profissionais, pesquisa de profissões e onde os cursos de formação são oferecidos.

A orientação vocacional é um poderoso instrumento nesta descoberta. Contribui com este jovem que tem muitas ideias, muitas vontades, mas ainda não consegue organizar seu conhecimento e reconhecer seu potencial.

É importante destacar que nem sempre o que interessa ao jovem é a sua aptidão. Ele se utiliza de situações distorcidas para escolher uma profissão e depois ao longo do curso descobre que não era bem aquilo que queria e desiste. Cabe-nos compreender o que determinado interesse significa para cada adolescente. É comum encontrarmos um jovem tímido que busca aprimorar suas relações sociais em um curso ligado à Comunicação. Alguém que perdeu um ente querido que estava muito doente e resolve fazer Medicina. Alguém que é capaz de se interessar por Educação Física baseado em fantasias de permanecer jovem ao longo da vida.

Para se obter um bom resultado existem métodos inovadores que detectam com mais precisão essas habilidades, bem como novos instrumentos que possibilitam enxergar com maior precisão as suas reais habilidades. Este método só deve ser utilizado por psicólogos capacitados, que conhecem todos os aspectos que devem ser avaliados. Para a psicóloga Saniday de Oliveira Azevêdo, uma boa Orientação Vocacional é indispensável para aqueles que ainda têm dúvidas sobre qual carreira seguir.

A Orientação Profissional também contribui muito para pessoas que já se aposentaram e querem descobrir novas habilidades ou pessoas que desejam realizar uma reprogramação de carreira. Muitas pessoas acreditam que precisam realizar uma graduação para quem não tem, ou uma nova graduação para se realizar profissionalmente. A ideia é aproveitar as experiências adquiridas ao longo da vida e ajustar com as aptidões, para que ocorra um processo de mudança mais espontâneo, satisfatório e em menos tempo. O processo pode incluir a realização de cursos profissionalizantes, de extensão e pós-graduação lato ou stricto sensu, de acordo com um estudo aprofundado de cada carreira e do que se deseja mudar.

Hoje temos consciência de que, por mais que a pessoa se prepare para uma prova, seja ela para o colégio, para o vestibular ou para um concurso admissional em um emprego, uma variável que pode decidir se ela vai ou não ser aprovada é o controle emocional. A hipnose dispõe de técnicas inovadoras para esse enfrentamento. Uma inovação neste trabalho é que são utilizadas visualizações hipnóticas tanto para pesquisar as reais aptidões de cada pessoa, como também para que elas se sintam confiantes ao enfrentar o estresse provocado pelas provas. Esse é o diferencial dessa proposta.


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10/05/2012

Nova esperança contra a doença de Alzheimer

De acordo com a Associação Internacional da Doença de Alzheimer, estima-se que atualmente mais de 35 milhões de pessoas sofrem com a doença, porém em 2030 esse número chegará a 65 milhões e 115 milhões até 2050, no mundo todo. Essa doença que degenera gradativamente as células do cérebro foi descoberta há praticamente um século e até hoje não há cura.
Um grupo de pesquisadores franceses publicou uma pesquisa revelando que a falta de uma proteína chave para o cérebro está associada à doença de Alzheimer, uma descoberta que identifica um novo alvo para medicamentos de combate à doença e renova a esperança de um tratamento eficaz no futuro.
Baseando-se em pesquisas anteriores, os pesquisadores mergulharam num “banco de cérebros” de Paris, composto por órgãos doados à ciência médica, para comparar os níveis de uma proteína chamada FKBP52 entre os cérebros de pessoas que morreram de demência e dos que haviam morrido de outras causas. Amostras foram extraídas e suas composições químicas analisadas.
Numa região do cérebro muito afetada pela doença de Alzheimer, os pesquisadores descobriram que os níveis de FKBP52 eram 75% mais baixos nas pessoas que haviam morrido de Alzheimer e outras doenças causadas pelo acúmulo da proteína Tau.
A proteína conhecida atualmente como Tau foi identificada inicialmente em 1912 pelo neuropatologista alemão Alois Alzheimer, que emprestou seu nome à doença. Quando essa proteína passa por um processo de transformação, começa a formar emaranhados microscópicos dentro das células nervosas, matando-as.
Descoberta em 1992, a FKBP52 é uma proteína encontrada abundantemente no cérebro, onde tem a tarefa de dobrar e desdobrar outras proteínas. Mas também tem sido revelado que ela aprisiona a Tau, o que suscitou a teoria de que a falta da FKBP52 auxilia a Tau se emaranhar, apesar de que a sequência de eventos a nível molecular que causam os emaranhados de Tau ainda não foram esclarecidos.
Os pesquisadores acreditam que os níveis de FKBP52 podem ser usados como um biomarcador da suscetibilidade ao Alzheimer e que o seu aumento pode oferecer uma maneira de parar a progressão da doença.
A doença de Alzheimer é conhecida há muito tempo, mas nesses últimos anos a ciência tem acumulado tanta informação que propiciou em 2011 uma revisão completa das diretrizes de diagnóstico da doença, há 27 anos sem alteração.
O critério original descrevia apenas estágios avançados da doença, quando os sintomas de demência já eram evidentes. Já os novos critérios cobrem todo o espectro da doença à medida que gradualmente muda ao longo dos anos, desde os mais precoces estágios pré-clínicos, passando pelo comprometimento cognitivo leve, até a demência do Alzheimer.
Além disso, essas diretrizes agora aceitam o uso de imagem e biomarcadores que podem auxiliar a determinar se as mudanças no cérebro são devidas ao Alzheimer, algo que ainda está sendo usado apenas para pesquisa por ainda necessitar de mais teste e validação.
Enquanto a ciência pesquisa uma cura para essa doença, nossa única alternativa é tomar atitudes que reduzam o risco de surgimento ou impacto da doença, conforme já foi discutido em artigos anteriores sobre prevenção, alimentação, fumo, treinamento cerebral, etc.
Uma dessas atitudes é o desenvolvimento de reservas cerebrais através de atividades variadas que desafiem o cérebro, dentre as quais as atividades oferecidas pelo programa de treinamento cerebral do Cérebro Melhor. Então, está esperando o que? Comece já a desenvolver suas reservas!

Publicado por Cérebro Maior em 06/02/12

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O efeito placebo e o cérebro

Placebo é como se denomina um medicamento ou procedimento inerte, cujos efeitos terapêuticos ocorrem devido às crenças e expectativas do paciente de que está sendo tratado. O seu efeito é muito estudado pela medicina, pois ele é real e pode mesmo trazer benefícios ao paciente.
Alguns desses estudos trazem conclusões interessantes. Por exemplo, a eficácia de um medicamento pode se alterar com o tempo devido a uma mudança de expectativa com relação a esse medicamento. Ou a própria cor da pílula pode significativamente alterar seu efeito. Até mesmo o preço cobrado pelo medicamento pode torná-lo mais eficaz. Recentemente verificou-se que o cérebro é realmente “enganado” pela crença no efeito do placebo.
Tanto em marketing quanto em medicina, a percepção pode ser tudo. Um preço maior pode criar a impressão de maior valor, assim como uma pílula de placebo pode reduzir a dor. O interessante foi que os pesquisadores combinaram os dois efeitos, ou seja, eles descobriram que um placebo de    $ 2,50 funciona melhor que um que custa $ 0,10.
Nesse estudo, os pesquisadores descobriram que ambas as pílulas tinham um grande efeito placebo, com 85% dos que tomaram as pílulas caras relatando redução significativa de dor, comparado a 61% dos que tomaram as pílulas baratas.
Essa descoberta pode explicar a popularidade de alguns medicamentos caros no lugar de alternativas mais baratas, ou também o relato de pacientes de que medicamentos genéricos são menos eficazes do que os de marca, mesmo que seus ingredientes sejam idênticos.
Em 2005, um estudo analisou uma série de pesquisas publicadas entre 1974 e 1998 relacionadas ao tratamento de úlcera e descobriu que os medicamentos podem interagir de forma não esperada: culturalmente, ao invés de farmacologicamente. A Cimetidina foi um dos primeiros medicamentos contra a úlcera e, quando ainda era novidade, ele eliminava em média 80% das úlceras. Mas com o passar do tempo, sua eficácia caiu para 50%.
Ao analisar essa queda de eficácia na linha do tempo, os pesquisadores descobriram que ela ocorreu particularmente após a introdução da Ranitidina em 1981, um medicamento novo e supostamente melhor. Uma das possíveis explicações foi de que o medicamento tornou-se menos eficaz devido a uma deterioração na crença sobre sua eficácia médica, ou seja, um efeito placebo às avessas.
Até a cor de um placebo pode influenciar seu efeito. Em testes realizados há décadas, quando administradas sem informação sobre se eram estimulantes ou depressivos, pílulas de placebo azuis produzem efeitos depressivos, enquanto as vermelhas induzem efeitos estimulantes. Pacientes com insônia relatam pegar no sono muito mais rápido e dormir mais depois de tomar uma cápsula azul ao invés da laranja. Ou, quem diria, os placebos vermelhos são mais eficazes em aliviar a dor do que os brancos, azuis ou verdes.
Um estudo recente demonstrou que uma pílula de placebo, feita para se parecer com um medicamento para depressão, pode “enganar” o cérebro a responder da mesma forma que ao medicamento real. Porém, foi observado que podem ocorrer diferenças muito grandes na força do seu efeito, dependendo do uso prévio de antidepressivos pelo paciente.
Analisando a atividade cerebral, os pesquisadores puderam verificar a reação do cérebro às pílulas de placebo. Pacientes que nunca haviam sido tratados com antidepressivos apresentaram grandes aumentos de atividade cerebral numa região associada à depressão. Porém, aqueles que já haviam utilizado antidepressivos no passado apresentaram uma pequena redução de atividade cerebral, uma mudança idêntica à produzida pelo medicamento real. É como que se o cérebro se lembrasse do efeito do medicamento e reproduzisse seu efeito.
Infelizmente o efeito placebo não pode ser utilizado para tudo. Se você quer ter um corpo em forma, não há pílula de placebo que substitua o exercício físico. O mesmo vale se você quer ter um cérebro em forma. Não basta acreditar que ele pode melhorar, você tem que estimulá-lo e o Cérebro Melhor pode ajudá-lo com seu programa de ginástica para o cérebro através de jogos online.


Publicado por Cérebro Melhor em  10/05/12

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Teste psicológico pode prever sucesso no futebol


Os estudiosos do futebol já sabem há muito tempo que a habilidade física e a noção de bola não são suficientes para alguém se tornar um jogador de futebol de elite. Um terceiro componente vital geralmente mencionado é a “inteligência de jogo”, que é a habilidade de “ler”a jogada, estar sempre no lugar certo na hora certa e participar dos gols. Muita gente tem considerado a inteligência de jogo quase como uma habilidade mágica, algo impossível de se medir.

Os cientistas do Karolinska Institutet, entretanto, afirmam que não há nada de mítico na inteligência de jogo e que ela pode ser compreendida de uma perspectiva científica. Trata-se, na realidade, de um exemplo do que os cientistas cognitivos chamam de funções executivas, que engloba a habilidade de ser imediatamente criativo, de enxergar novas soluções para problemas, de mudar de tática rapidamente e de revisar comportamentos anteriores que comprovadamente não funcionaram.
No estudo publicado pelo grupo de cientistas, foram feitos testes de certas funções cognitivas em jogadores de futebol da primeira e segunda divisão da Suécia, totalizando 57 jogadores de elite. Os cientistas descobriram que os jogadores de futebol das duas divisões tiveram um desempenho muito acima da média da população em geral nos testes de funções executivas. E também que os jogadores da primeira divisão tiveram resultados muito melhores nesses testes do que os da segunda divisão.
O próximo passo foi comparar os resultados desses testes com o desempenho dos jogadores em campo. Os cientistas acompanharam vários desses jogadores por alguns anos e registraram o número de gols e de assistências de cada jogador. Assim, cada jogador recebia pontos de acordo com seu desempenho em campo.
Uma clara correlação apareceu entre os resultados dos testes de funções executivas e o número de pontos obtido em campo (depois de corrigir os dados de acordo com a posição do jogador e idade). Desta forma, ficou demonstrado que os melhores jogadores em campo também tinham o melhor desempenho em funções executivas.
O investimento em jogadores de futebol é um negócio arriscado, onde faltam ferramentas preditivas. Esse estudo sugere que a seleção de futuras estrelas deve incluir não apenas a avaliação da capacidade física, de controle de bola e quão bem o atleta desempenha no presente. Os dados sugerem que a avaliação das funções executivas com testes neuropsicológicos validados pode estabelecer se um jogador tem a capacidade de atingir o topo no futebol, alterando a forma com que os talentos são recrutados, ou seja, passando a ser recrutados também pelos seus cérebros.
É por isso que os jogadores de futebol devem tomar muito cuidado com seus cérebros, pois estudos anteriores demonstraram que cabecear a bola repetidamente aumenta o risco de comprometimento cognitivo, ou perda das habilidades cognitivas, sintoma similar ao de quem sofre um traumatismo craniano leve.
Se você quer melhorar suas funções executivas, lembre-se que as habilidades cognitivas podem ser desenvolvidas através do treinamento, assim como as habilidades físicas. O Cérebro Melhor é a primeira academia online para o cérebro, onde você pode treinar as habilidades de memória, linguagem, atenção, visão espacial e também o raciocínio lógico, que está associado às funções executivas. Experimente já!

Publicação Cérebro Melhor em  09/04/12

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