23/04/2011

Fotos de Set's Terapêuticos do Museu de Ciência e Tecnologia em Londres

Exposição Psicanálise e o Inconsciente



Sempre que tenho a oportunidade de fazer uma viagem, seja por qual motivo for, procuro me informar se no local a ser visitado tem algo que eu possa fazer para agregar conhecimento a ser utilizado em meu trabalho.
Em visita recente a Londres, estive no Museu de Ciência e Tecnologia onde estava acontecendo uma exposição sobre Psicanálise e Inconsciente.
Compartilho algumas fotos com vocês. Espero que gostem.
Seguem algumas imagens de sets terapêuticos.

Observem que em todos os ambientes o analista fica posicionado fora do campo visual do analisando. 

Os psicanalistas mais ortodoxos ainda preferem atender em set's terapêuticos semelhantes aos das fotos.


01/02/2011

O Guardião do Mosteiro





Por: Autor desconhecido



Certo dia num mosteiro, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto.

O Mestre convocou, então, todos os discípulos para determinar quem seria o novo sentinela.

O Mestre, com muita tranquilidade, falou :

- Assumirá o posto o primeiro que resolver o problema que vou apresentar.

Então, ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo e
disse apenas :

- Aqui está o problema !

Todos ficaram olhando a cena : o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro.

O que representaria ? O que fazer ? Qual o enigma ?

Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e ... ZAPT ... destruiu tudo com um só golpe.

Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse :

- Você será o novo Guardião do Castelo.

Não importa qual o problema.

Nem que seja algo lindíssimo.

Se for um problema, precisa ser eliminado.

Um problema é um problema.

Mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou.

Por mais lindo que seja ou, tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, tem que ser suprimido.

Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam um espaço inútil em seus corações e mentes.

Espaço esse indispensável para recriar a vida.

Existe um provérbio que diz :

"Para você beber vinho numa taça cheia de chá é necessário primeiro jogar o chá fora para, então, beber o vinho".

Limpe a sua vida, comece pelas gavetas, armários, até chegar às pessoas do passado que não fazem mais sentido estar ocupando espaço em seu coração.

O passado serve como lição, como experiência, como referência.

Serve para ser relembrado e não revivido.

Use as experiências do passado no presente, para construir o seu futuro.


https://www.facebook.com/sanidaybsb?ref=hl

06/01/2011

Planos conjuntos reforçam laços e ajudam a manter viva a relação


 
Não há época mais oportuna para estabelecer metas como o início do ano. Quem está envolvido num relacionamento deve aproveitar o momento para pensar em projetos a dois, como realizar uma viagem, reformar ou comprar uma casa, ter um filho. Fazer planos conjuntos, além de ser uma grande demonstração de amor, traz segurança para o união.
Todo ano, nesta época, os meios de comunicação não se cansam de mostrar gente famosa ou comum falando sobre suas intenções, seus projetos para o novo ciclo de 365 dias que acaba de se iniciar. Apesar da repetição cansativa, esses depoimentos têm uma virtude. Eles nos inspiram a traçar os nossos próprios planos e tomar resoluções - em geral, aquelas que vêm sendo adiadas: “Neste ano vou emagrecer, deixar de fumar, fazer muita atividade física, guardar dinheiro, me separar, me casar”.
Nem sempre chegamos lá, mas, mesmo assim, é ótimo que façamos planos. Precisamos ter metas. Elas nos fazem avançar. E é assim também nos relacionamentos.
Para um casal, estabelecer objetivos é uma prova de amor. Nenhuma relação dura muito se os parceiros não traçam planos conjuntos. Eles dão vida à uniões. Pode ser uma viagem, a troca ou a reforma da casa, guardar dinheiro ou mesmo ter um filho. Quando se realiza um, outro vem logo em seguida. Se não há projetos, nem que seja o de um simples passeio, o namoro ou casamento tende a perder vigor, podendo até acabar.
Planejar significa, de certa maneira, controlar o futuro, o que dá aos amantes mais segurança. Significa, que os dois se querem e têm a intenção de continuar juntos. Mas é preciso que ambos estejam de acordo sobre os objetivos a serem alcançados e se empenhem para chegar a eles. Quando as metas saem da cabeça de apenas um dos parceiros e o outro simplesmente o segue, acaba sacrificando os próprios desejos, anulando-se. Esse tipo de situação gera ressentimentos e uma hora a cobrança vem.
Fazer planos é especialmente importante para parceiros ansiosos ou inseguros, pois eles se sentem mais fortes e capazes de atingir as metas estabelecidas. Os projetos colaboram para que se tornem mais responsáveis por seu futuro, saibam o que devem fazer, e em que ordem, e isso, em geral, dá bons frutos. Apenas é preciso tomar cuidado com planos ambiciosos demais. Quando não realizam, a frustração é certa, o que às vezes gera desgaste na relação. Os casais têm de almejar algo que seja possível colocar em prática - nem tão pequeno que não exija esforço, nem tão grande que desanime.
O começo de novo ano traz também uma mensagem de esperança, de que podemos refazer o que não deu certo, começar de novo. Se no ano anterior uma das partes do casal errou, mostrou-se egoísta, não foi carinhosa, ou não ajudou o outro, agora tem a possibilidade de fazer diferente, corrigir-se. Os ciclos que se repetem e os rituais ajudam os casais tentar mudar a relação, a refazê-la de maneira mais positiva. O ano que acaba nos lembra que é possível acabar também com tudo o que é ultrapassado e imperfeito em nossas vidas. É isso, sobretudo, que as pessoas que se gostam devem comemorar: a possibilidade de se corrigir, de recomeçar, de mudar.
Mais individuais, porém igualmente importantes para a relação, são os planos de aprimoramento pessoal, de crescimento emocional, de aumento da tolerância, além, é claro, do não julgamento do outro. Precisamos deixar de culpar o parceiro por todos os desentendimentos e pensar que, se o escolhemos, é porque há, na gente, inconsciente, algo daquilo que, nele, nos irrita. Assim quando optamos por alguém egoísta ou agressivo é bem provável que tenhamos aspectos egoístas ou agressivos, ainda que não os exerçamos. E, aí, é bom pensar no que devemos mudar em nós mesmos. Isso pode fazer com que o outro passe a nos ver de forma diferente e talvez mude também. Em suas parábolas, Jesus Cristo já dizia: “É mais fácil ver um cisco no no olho do vizinho do que uma trave em nosso próprio olho”. Uma boa meta para o novo ano é tentar enxergar os ciscos em nossos olhos. Se o fizermos, ficará muito mais fácil realizar ao lado de nosso amor, os planos para 2011.

Por: Leniza Castello Branco

https://www.facebook.com/sanidaybsb?ref=hl

02/12/2010

Pais de hoje educam os filhos para o trabalho, mas não para o amor


Eles fazem tudo que podem para mostrar aos jovens o quanto é importante desenvolver uma carreira, mas se esquecem de ensinar-lhes como lidar com os relacionamentos afetivos. O resultado é a formação de adultos bem-sucedidos profissionalmente e incompetentes no âmbito amoroso, pessoas que sofrem solitárias ou fazem sofrer quem com elas se relaciona. 

Uma amiga queixou-se que o filho rejeita o vínculo afetivo duradouro. Aos 32 anos, acha que o amor é hipocrisia. Lembrei-me, então, de como ela e o ex-marido sempre proporcionaram a esse rapaz conforto e luxo, conseguidos graças à dedicação de ambos ao trabalho. Depois de separados, persistiram na missão de servir de exemplo ao filho, mostrando orgulho pela carreira construída e pelos ganhos financeiros. Essas lembranças me levaram a refletir sobre as mensagens hoje transmitidas aos jovens sobre carreiras e relações afetivas. Que diferença!

Pais como minha amiga e o ex-marido educam os filhos para admirar e valorizar a carreira. Mas quase não vejo pais que os eduquem de modo a ver a relação amorosa como um patrimônio que deva ser cuidado para que dele tenham orgulho no fim da vida.

Noto pais sacrificando para dar aos filhos exemplo de profissionalismo. Mas não vejo casais cultivando uma relação gostosa e consistente que sirva de exemplo para os filhos. Conheço pais que não medem esforços para que os filhos aprendam a comunicar-se em outros idiomas. Nunca encontrei pais que procurassem incentivar seus rebentos a comunicar-se sem mentiras e manipulações. Ouço pais e mães citando gurus corporativos para inculcar nos filhos a atitude de vestir a camisa da empresa. Mas não conheci pais e mães que se esforçassem para ensinar-lhes a serem cônjuges fiéis.

Existe muita dedicação na aquisição de competências profissionais e pouca na de competências para a vida amorosa. As pessoas acreditam que nasceram sabendo como se relacionar afetivamente. Mas cresce o número de relações sem harmonia e dignidade, de pessoas incompetentes afetivamente, que geram sofrimento em quem se envolve com elas.

Respeito e compromisso aparecem no discurso da maioria, mas não nas atitudes. Cansei de ouvir relatos de rapazes que conhecem moças na balada e as levam para casa, para uma noite de prazer. De madrugada, elas vão embora - e eles voltam a dormir, despreocupadamente, a despeito dos perigos da cidade. Não há sensibilidade e respeito da parte deles, e elas não se fazem respeitar nesta questão. Ligar no dia seguinte para agradecer pelos momentos passados juntos, então, nem pensar! São descartáveis uns para os outros. Compromisso é um conceito que parece referir-se a casamento apenas e não ao cuidado que devemos ter com alguém com quem estivemos envolvidos, ainda que por pouco tempo.

As moças dizem que os rapazes somem de repente. Não ligam, não atendem às chamadas, não dão notícias. Por e-mail a desculpa é sempre a mesma: "Estou atolado de trabalho!" Descobre-se depois que saem com outras. Isso é falta do quê? Educação? Respeito? Caráter? Ora, se alguém some do trabalho sem dar motivo é demitido por justa causa!

Não me entenda mal, leitor. Não coloco o trabalho em oposição à relação amorosa. Creio que ambos são imprescindíveis para o equilíbrio e a saúde mental. Creio também que é infeliz quem busca realização em um ou em outro apenas. Meu alerta é no sentido de conscientizar e sensibilizar. Se o cuidado na educação para as relações amorosas fosse igual ao que se dá à formação profissional não haveria tanta gente sozinha, infeliz ou vivendo relações insanas.

Por: Rosa Avello 

https://www.facebook.com/sanidaybsb?ref=hl

 

26/11/2010

Feliz sem sexo

Os assexuais, pessoas que não sentem desejo, começam a assumir sua identidade


  Sabe aquela cena em que uma mulher escultural passa diante de um grupo de homens e todos se viram para olhá-la? Nesse momento, a mente deles viaja. O cérebro envia uma série de comandos que libera hormônios pelo organismo, avisando que é hora de se preparar para uma relação sexual (mesmo que isso não vá acontecer). Reação semelhante tem a mulher que é tocada e recebe beijos em pontos estratégicos do corpo. Mas na vida do escritor André Romano, 28 anos, nada disso faz sentido. O carioca passa dias de sol na praia de Ipanema diante de um desfile interminável de biquínis de lacinho e não tira os olhos do livro. “Não sinto desejo”, diz. “Troco o sexo por atividades culturais e sou muito feliz assim.” André se encaixa no que especialistas começam a chamar de quarta orientação sexual: a assexualidade. Além dos héteros, homos e bissexuais, os assexuais formam uma outra vertente da sexualidade, que não é nova. Apenas as pessoas sem desejo de fazer sexo estariam finalmente assumindo um traço de sua personalidade – até como resposta à pressão por um desempenho sexual fantástico imposto pela sociedade atual, exacerbadamente erotizada.
i102695.jpg
SEM LIBIDO André Romano, hétero e sem
sexo há sete anos, não sente desejo:
“Sou feliz assim”

Uma pesquisa do Projeto Sexualidade (Prosex), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo de 2004, revelou que 7% das mulheres e 2,5% dos homens não sentiam falta de sexo. Os dados se repetiram durante o estudo Mosaico Brasil, que terminou no ano passado e entrevistou mais de oito mil participantes em todo o País. Ambos os trabalhos foram coordenados pela psiquiatra Carmita Abdo, que diz ser absolutamente possível alguém viver sem sexo e não sentir falta dele. “Quem transa diariamente não é mais normal do que aquele que não transa nunca”, diz ela. “Não é uma opção, como o celibato, nem doença. É parte do perfil do indivíduo.” A Organização Mundial de Saúde inclui o sexo como um dos indicativos da qualidade de vida, ao lado de itens como atividade física e alimentação equilibrada, desde que seja seguro e prazeroso. “Fazer sexo obrigado é que acaba sendo negativo”, diz Carmita.
Os assexuais (que podem ser tanto héteros quanto homossexuais) não deixam de lado os relacionamentos amorosos. Acreditam, porém, que carinho e romantismo são suficientes para levar uma relação adiante. Romano não faz sexo há sete anos e diz que nunca teve uma decepção a ponto de desistir do envolvimento com alguém. “Namorei cinco anos. O sexo era maravilhoso. Mas, quando acabou, não senti falta. Tenho sentimento, não tesão”, explica.
A internet, com seu poder de agregar pessoas com interesses comuns, foi fundamental para tirar os assexuais da invisibilidade. No Orkut a professora Sandra Ramos, 24 anos, de Santa Catarina, percebeu que outras pessoas compartilhavam dessa mesma visão de mundo. Ela ficou três anos sem vida sexual, por achar que não lhe trazia benefícios. “Nunca foi algo agradável. Para mim, é mecânico”, diz. Namorando há duas semanas, Sandra acaba de voltar a fazer sexo, já que gosta do novo namorado. “Mas troco por um encontro com os amigos fácil”, diz. Por intermédio da rede, o sociólogo americano David Jay, 27 anos, deu início ao movimento assexual. Ele criou em 2001 o site Asexuality Visibility and Education Network (Aven). No primeiro ano, a página com informações sobre assexualidade registrou 50 pessoas. Hoje são dez mil membros, com links em 12 idiomas. “Vivemos em uma cultura na qual as pessoas têm de assumir que são loucas por sexo. Isso é complicado para os assexuais”, disse Jay à ISTOÉ. “Não decidimos gostar ou não de sexo, nascemos assim.” Ele acredita que cada vez mais os assexuais reconhecerão a própria assexualidade e falarão abertamente sobre o tema.
i102694.jpg

A sexóloga Ana Maria Zampieri, autora do livro Erotismo, sexualidade, casamento e infidelidade (Ed. Summus), concorda: “A diversidade sexual, que se expandiu com a revolução gay, tornou o cenário favorável para o grupo dos assexuais aparecer.” Segundo ela, terapeuta de casais há 35 anos, pessoas que amam o parceiro mas não o desejam sexualmente sempre estiveram presentes no consultório. “A diferença é que, no passado, isso só era revelado durante o casamento e ficava relacionado ao tempo de convivência”, diz. Como hoje as pessoas casam mais tarde – ou nem casam –, a indiferença ao sexo fica evidente.
Mas o ginecologista Gerson Lopes, coordenador da Associação S.a.b.e.r. – Saúde, Amor, Bem-estar e Responsabilidade, alerta que a falta de libido é uma disfunção sexual que precisa de tratamento terapêutico. “É importante uma avaliação psicológica para saber se quem se classifica como assexual não está mascarando problemas sérios”, diz. O desejo minguado pode ser patologia quando causado por traumas (leia quadro). Quem vive bem trocando uma maratona nos lençóis por um cineminha não precisa se preocupar. Talvez a assexualidade seja apenas o sinal de que um mundo tão sexualizado está à procura de um ponto de equilíbrio. E de que as pessoas precisam se acostumar com as diferenças.
i102696.jpg
  Suzane Frutuoso - IstoÉ 2054 25/3/2009

https://www.facebook.com/sanidaybsb?ref=hl