01/02/2011

O Guardião do Mosteiro





Por: Autor desconhecido



Certo dia num mosteiro, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto.

O Mestre convocou, então, todos os discípulos para determinar quem seria o novo sentinela.

O Mestre, com muita tranquilidade, falou :

- Assumirá o posto o primeiro que resolver o problema que vou apresentar.

Então, ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo e
disse apenas :

- Aqui está o problema !

Todos ficaram olhando a cena : o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro.

O que representaria ? O que fazer ? Qual o enigma ?

Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e ... ZAPT ... destruiu tudo com um só golpe.

Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse :

- Você será o novo Guardião do Castelo.

Não importa qual o problema.

Nem que seja algo lindíssimo.

Se for um problema, precisa ser eliminado.

Um problema é um problema.

Mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou.

Por mais lindo que seja ou, tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, tem que ser suprimido.

Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam um espaço inútil em seus corações e mentes.

Espaço esse indispensável para recriar a vida.

Existe um provérbio que diz :

"Para você beber vinho numa taça cheia de chá é necessário primeiro jogar o chá fora para, então, beber o vinho".

Limpe a sua vida, comece pelas gavetas, armários, até chegar às pessoas do passado que não fazem mais sentido estar ocupando espaço em seu coração.

O passado serve como lição, como experiência, como referência.

Serve para ser relembrado e não revivido.

Use as experiências do passado no presente, para construir o seu futuro.


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06/01/2011

Planos conjuntos reforçam laços e ajudam a manter viva a relação


 
Não há época mais oportuna para estabelecer metas como o início do ano. Quem está envolvido num relacionamento deve aproveitar o momento para pensar em projetos a dois, como realizar uma viagem, reformar ou comprar uma casa, ter um filho. Fazer planos conjuntos, além de ser uma grande demonstração de amor, traz segurança para o união.
Todo ano, nesta época, os meios de comunicação não se cansam de mostrar gente famosa ou comum falando sobre suas intenções, seus projetos para o novo ciclo de 365 dias que acaba de se iniciar. Apesar da repetição cansativa, esses depoimentos têm uma virtude. Eles nos inspiram a traçar os nossos próprios planos e tomar resoluções - em geral, aquelas que vêm sendo adiadas: “Neste ano vou emagrecer, deixar de fumar, fazer muita atividade física, guardar dinheiro, me separar, me casar”.
Nem sempre chegamos lá, mas, mesmo assim, é ótimo que façamos planos. Precisamos ter metas. Elas nos fazem avançar. E é assim também nos relacionamentos.
Para um casal, estabelecer objetivos é uma prova de amor. Nenhuma relação dura muito se os parceiros não traçam planos conjuntos. Eles dão vida à uniões. Pode ser uma viagem, a troca ou a reforma da casa, guardar dinheiro ou mesmo ter um filho. Quando se realiza um, outro vem logo em seguida. Se não há projetos, nem que seja o de um simples passeio, o namoro ou casamento tende a perder vigor, podendo até acabar.
Planejar significa, de certa maneira, controlar o futuro, o que dá aos amantes mais segurança. Significa, que os dois se querem e têm a intenção de continuar juntos. Mas é preciso que ambos estejam de acordo sobre os objetivos a serem alcançados e se empenhem para chegar a eles. Quando as metas saem da cabeça de apenas um dos parceiros e o outro simplesmente o segue, acaba sacrificando os próprios desejos, anulando-se. Esse tipo de situação gera ressentimentos e uma hora a cobrança vem.
Fazer planos é especialmente importante para parceiros ansiosos ou inseguros, pois eles se sentem mais fortes e capazes de atingir as metas estabelecidas. Os projetos colaboram para que se tornem mais responsáveis por seu futuro, saibam o que devem fazer, e em que ordem, e isso, em geral, dá bons frutos. Apenas é preciso tomar cuidado com planos ambiciosos demais. Quando não realizam, a frustração é certa, o que às vezes gera desgaste na relação. Os casais têm de almejar algo que seja possível colocar em prática - nem tão pequeno que não exija esforço, nem tão grande que desanime.
O começo de novo ano traz também uma mensagem de esperança, de que podemos refazer o que não deu certo, começar de novo. Se no ano anterior uma das partes do casal errou, mostrou-se egoísta, não foi carinhosa, ou não ajudou o outro, agora tem a possibilidade de fazer diferente, corrigir-se. Os ciclos que se repetem e os rituais ajudam os casais tentar mudar a relação, a refazê-la de maneira mais positiva. O ano que acaba nos lembra que é possível acabar também com tudo o que é ultrapassado e imperfeito em nossas vidas. É isso, sobretudo, que as pessoas que se gostam devem comemorar: a possibilidade de se corrigir, de recomeçar, de mudar.
Mais individuais, porém igualmente importantes para a relação, são os planos de aprimoramento pessoal, de crescimento emocional, de aumento da tolerância, além, é claro, do não julgamento do outro. Precisamos deixar de culpar o parceiro por todos os desentendimentos e pensar que, se o escolhemos, é porque há, na gente, inconsciente, algo daquilo que, nele, nos irrita. Assim quando optamos por alguém egoísta ou agressivo é bem provável que tenhamos aspectos egoístas ou agressivos, ainda que não os exerçamos. E, aí, é bom pensar no que devemos mudar em nós mesmos. Isso pode fazer com que o outro passe a nos ver de forma diferente e talvez mude também. Em suas parábolas, Jesus Cristo já dizia: “É mais fácil ver um cisco no no olho do vizinho do que uma trave em nosso próprio olho”. Uma boa meta para o novo ano é tentar enxergar os ciscos em nossos olhos. Se o fizermos, ficará muito mais fácil realizar ao lado de nosso amor, os planos para 2011.

Por: Leniza Castello Branco

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02/12/2010

Pais de hoje educam os filhos para o trabalho, mas não para o amor


Eles fazem tudo que podem para mostrar aos jovens o quanto é importante desenvolver uma carreira, mas se esquecem de ensinar-lhes como lidar com os relacionamentos afetivos. O resultado é a formação de adultos bem-sucedidos profissionalmente e incompetentes no âmbito amoroso, pessoas que sofrem solitárias ou fazem sofrer quem com elas se relaciona. 

Uma amiga queixou-se que o filho rejeita o vínculo afetivo duradouro. Aos 32 anos, acha que o amor é hipocrisia. Lembrei-me, então, de como ela e o ex-marido sempre proporcionaram a esse rapaz conforto e luxo, conseguidos graças à dedicação de ambos ao trabalho. Depois de separados, persistiram na missão de servir de exemplo ao filho, mostrando orgulho pela carreira construída e pelos ganhos financeiros. Essas lembranças me levaram a refletir sobre as mensagens hoje transmitidas aos jovens sobre carreiras e relações afetivas. Que diferença!

Pais como minha amiga e o ex-marido educam os filhos para admirar e valorizar a carreira. Mas quase não vejo pais que os eduquem de modo a ver a relação amorosa como um patrimônio que deva ser cuidado para que dele tenham orgulho no fim da vida.

Noto pais sacrificando para dar aos filhos exemplo de profissionalismo. Mas não vejo casais cultivando uma relação gostosa e consistente que sirva de exemplo para os filhos. Conheço pais que não medem esforços para que os filhos aprendam a comunicar-se em outros idiomas. Nunca encontrei pais que procurassem incentivar seus rebentos a comunicar-se sem mentiras e manipulações. Ouço pais e mães citando gurus corporativos para inculcar nos filhos a atitude de vestir a camisa da empresa. Mas não conheci pais e mães que se esforçassem para ensinar-lhes a serem cônjuges fiéis.

Existe muita dedicação na aquisição de competências profissionais e pouca na de competências para a vida amorosa. As pessoas acreditam que nasceram sabendo como se relacionar afetivamente. Mas cresce o número de relações sem harmonia e dignidade, de pessoas incompetentes afetivamente, que geram sofrimento em quem se envolve com elas.

Respeito e compromisso aparecem no discurso da maioria, mas não nas atitudes. Cansei de ouvir relatos de rapazes que conhecem moças na balada e as levam para casa, para uma noite de prazer. De madrugada, elas vão embora - e eles voltam a dormir, despreocupadamente, a despeito dos perigos da cidade. Não há sensibilidade e respeito da parte deles, e elas não se fazem respeitar nesta questão. Ligar no dia seguinte para agradecer pelos momentos passados juntos, então, nem pensar! São descartáveis uns para os outros. Compromisso é um conceito que parece referir-se a casamento apenas e não ao cuidado que devemos ter com alguém com quem estivemos envolvidos, ainda que por pouco tempo.

As moças dizem que os rapazes somem de repente. Não ligam, não atendem às chamadas, não dão notícias. Por e-mail a desculpa é sempre a mesma: "Estou atolado de trabalho!" Descobre-se depois que saem com outras. Isso é falta do quê? Educação? Respeito? Caráter? Ora, se alguém some do trabalho sem dar motivo é demitido por justa causa!

Não me entenda mal, leitor. Não coloco o trabalho em oposição à relação amorosa. Creio que ambos são imprescindíveis para o equilíbrio e a saúde mental. Creio também que é infeliz quem busca realização em um ou em outro apenas. Meu alerta é no sentido de conscientizar e sensibilizar. Se o cuidado na educação para as relações amorosas fosse igual ao que se dá à formação profissional não haveria tanta gente sozinha, infeliz ou vivendo relações insanas.

Por: Rosa Avello 

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26/11/2010

Feliz sem sexo

Os assexuais, pessoas que não sentem desejo, começam a assumir sua identidade


  Sabe aquela cena em que uma mulher escultural passa diante de um grupo de homens e todos se viram para olhá-la? Nesse momento, a mente deles viaja. O cérebro envia uma série de comandos que libera hormônios pelo organismo, avisando que é hora de se preparar para uma relação sexual (mesmo que isso não vá acontecer). Reação semelhante tem a mulher que é tocada e recebe beijos em pontos estratégicos do corpo. Mas na vida do escritor André Romano, 28 anos, nada disso faz sentido. O carioca passa dias de sol na praia de Ipanema diante de um desfile interminável de biquínis de lacinho e não tira os olhos do livro. “Não sinto desejo”, diz. “Troco o sexo por atividades culturais e sou muito feliz assim.” André se encaixa no que especialistas começam a chamar de quarta orientação sexual: a assexualidade. Além dos héteros, homos e bissexuais, os assexuais formam uma outra vertente da sexualidade, que não é nova. Apenas as pessoas sem desejo de fazer sexo estariam finalmente assumindo um traço de sua personalidade – até como resposta à pressão por um desempenho sexual fantástico imposto pela sociedade atual, exacerbadamente erotizada.
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SEM LIBIDO André Romano, hétero e sem
sexo há sete anos, não sente desejo:
“Sou feliz assim”

Uma pesquisa do Projeto Sexualidade (Prosex), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo de 2004, revelou que 7% das mulheres e 2,5% dos homens não sentiam falta de sexo. Os dados se repetiram durante o estudo Mosaico Brasil, que terminou no ano passado e entrevistou mais de oito mil participantes em todo o País. Ambos os trabalhos foram coordenados pela psiquiatra Carmita Abdo, que diz ser absolutamente possível alguém viver sem sexo e não sentir falta dele. “Quem transa diariamente não é mais normal do que aquele que não transa nunca”, diz ela. “Não é uma opção, como o celibato, nem doença. É parte do perfil do indivíduo.” A Organização Mundial de Saúde inclui o sexo como um dos indicativos da qualidade de vida, ao lado de itens como atividade física e alimentação equilibrada, desde que seja seguro e prazeroso. “Fazer sexo obrigado é que acaba sendo negativo”, diz Carmita.
Os assexuais (que podem ser tanto héteros quanto homossexuais) não deixam de lado os relacionamentos amorosos. Acreditam, porém, que carinho e romantismo são suficientes para levar uma relação adiante. Romano não faz sexo há sete anos e diz que nunca teve uma decepção a ponto de desistir do envolvimento com alguém. “Namorei cinco anos. O sexo era maravilhoso. Mas, quando acabou, não senti falta. Tenho sentimento, não tesão”, explica.
A internet, com seu poder de agregar pessoas com interesses comuns, foi fundamental para tirar os assexuais da invisibilidade. No Orkut a professora Sandra Ramos, 24 anos, de Santa Catarina, percebeu que outras pessoas compartilhavam dessa mesma visão de mundo. Ela ficou três anos sem vida sexual, por achar que não lhe trazia benefícios. “Nunca foi algo agradável. Para mim, é mecânico”, diz. Namorando há duas semanas, Sandra acaba de voltar a fazer sexo, já que gosta do novo namorado. “Mas troco por um encontro com os amigos fácil”, diz. Por intermédio da rede, o sociólogo americano David Jay, 27 anos, deu início ao movimento assexual. Ele criou em 2001 o site Asexuality Visibility and Education Network (Aven). No primeiro ano, a página com informações sobre assexualidade registrou 50 pessoas. Hoje são dez mil membros, com links em 12 idiomas. “Vivemos em uma cultura na qual as pessoas têm de assumir que são loucas por sexo. Isso é complicado para os assexuais”, disse Jay à ISTOÉ. “Não decidimos gostar ou não de sexo, nascemos assim.” Ele acredita que cada vez mais os assexuais reconhecerão a própria assexualidade e falarão abertamente sobre o tema.
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A sexóloga Ana Maria Zampieri, autora do livro Erotismo, sexualidade, casamento e infidelidade (Ed. Summus), concorda: “A diversidade sexual, que se expandiu com a revolução gay, tornou o cenário favorável para o grupo dos assexuais aparecer.” Segundo ela, terapeuta de casais há 35 anos, pessoas que amam o parceiro mas não o desejam sexualmente sempre estiveram presentes no consultório. “A diferença é que, no passado, isso só era revelado durante o casamento e ficava relacionado ao tempo de convivência”, diz. Como hoje as pessoas casam mais tarde – ou nem casam –, a indiferença ao sexo fica evidente.
Mas o ginecologista Gerson Lopes, coordenador da Associação S.a.b.e.r. – Saúde, Amor, Bem-estar e Responsabilidade, alerta que a falta de libido é uma disfunção sexual que precisa de tratamento terapêutico. “É importante uma avaliação psicológica para saber se quem se classifica como assexual não está mascarando problemas sérios”, diz. O desejo minguado pode ser patologia quando causado por traumas (leia quadro). Quem vive bem trocando uma maratona nos lençóis por um cineminha não precisa se preocupar. Talvez a assexualidade seja apenas o sinal de que um mundo tão sexualizado está à procura de um ponto de equilíbrio. E de que as pessoas precisam se acostumar com as diferenças.
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  Suzane Frutuoso - IstoÉ 2054 25/3/2009

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20/11/2010

Hipnose e Hipnoterapia



O que é hipnose ou transe?

Hipnose é um método de comunicação que induz um transe ou um estado semelhante a transe. A hipnose pode ser conduzida por um indivíduo dirigindo-se a outro, ou ela pode ser conduzida pelo self (auto-hipnose). O transe é um estado de ocorrência natural no qual a atenção de alguém é estreitamente focada e relativamente livre de distrações. A atenção pode ser focada tanto internamente (nos pensamentos – diálogo interno ou imagens ou em ambos) ou externamente (por exemplo numa tarefa, um livro, um filme). O foco de atenção é tão estreito que outro estímulo no ambiente é ignorado ou bloqueado fora da consciência por um tempo. Exemplos de estados de transes são o "sonhar de olhos abertos" e algumas formas de meditação.

A hipnose pode ajudar os clientes entrarem em estados de transe relaxados, confortáveis para obter resultados terapêuticos específicos. Com a hipnose clínica, o terapeuta pode fazer sugestões esboçadas para ajudar o cliente a formular processos específicos internos (sensações, memórias, imagens e diálogo interno) que conduzam a resultados mutuamente combinados.
Sugestões hipnóticas podem influenciar o comportamento quando o ouvinte estiver:
(a) relaxado, receptivo e aberto a sugestões
(b) experimentando representações visuais, auditivas e cinestésicas das sugestões
(c) esperando e pressentindo que essas sugestões irão resultar em resultados futuros.
Esses três critérios são facilitados pelo uso dos "padrões de linguagem hipnótica". Esses padrões incluem: visualização dirigida, histórias, memórias dirigidas, analogias, palavras ou frases ambíguas, repetições e afirmações sobre associação, significado e causa efeito.
Mitos e concepções errôneas sobre a hipnose
Hipnose não é controle mental ou lavagem cerebral. Durante toda a vida as pessoas mudam as suas mentes e ações. Quando essas mudanças ocorrem como resultado da exposição a informações específicas, é porque essa informação foi apresentada através da persuasão e da influência. Um hipnoterapeuta usa métodos comunicativos para influenciar resultados positivos. Durante o transe, você não está imobilizado. Você sabe exatamente onde está durante o tempo todo. Você pode ajustar a sua posição, se coçar, espirrar ou tossir. Você pode abrir os olhos e mesmo sair do transe na hora que quiser. Durante o transe, você ainda pode ouvir os sons à sua volta, como a campainha do telefone. Você pode ficar alerta e reagir a qualquer situação que precise da sua imediata atenção. Você permanece orientado como pessoa, lugar e tempo. Você pode até mesmo manter uma conversa durante o transe.
Transe não é um sono, apesar de que algumas pessoas ficam tão relaxadas que podem adormecer. Isso não é problema porque alguma parte da sua mente continua a ouvir a voz do hipnoterapeuta. As pessoas dormindo no transe ainda podem seguir as instruções como mover um dedo, fazer uma respiração profunda ou despertar quando for dito para fazer isso.
Não existe uma maneira "certa" de experimentar o transe. Uma pessoa pode experimentá-lo como uma sensação profunda, um descanso muito pesado enquanto outras experimentam isso como uma sensação leve, como flutuando. Algumas pessoas ouvem cada palavra falada pelo terapeuta, enquanto outras permitem que suas mentes sejam levadas para outros pensamentos. Algumas experimentam uma imaginação vívida e outras não. Algumas recordam as sugestões que ouviram e outras não. A experiência hipnótica de cada pessoa é única.
A hipnose não pode mandar que alguém faça algo contra a sua vontade ou que contrarie seus valores. Em primeiro lugar é eticamente exigido que o hipnoterapeuta faça somente sugestões que apoiem resultados previamente combinados. Segundo, os clientes não são receptivos a sugestões que vão contra sua moral ou valores – porque a receptividade é um dos ingredientes do sucesso na hipnose.
Lembre-se: a hipnose não pode solucionar todos os problemas. Mesmo com a hipnose, ainda pode ser necessário que você faça algum planejamento e pesquisa conscienciosa sobre que espécie de mudanças quer alcançar. Você ainda deve tomar outras medidas para obter os resultados. A hipnose não é a cura para tudo. A hipnose pode ser efetiva em muitos casos, mas não há garantia que qualquer abordagem terapêutica (incluindo a hipnoterapia) possa ser bem-sucedida para todos.
Riscos e precauções
A hipnose traz poucos riscos. Ela pode ser contra indicada para indivíduos com certos problemas médicos, para quem está abusando ativamente de drogas ou álcool ou ainda para quem está desiludido ou alucinado. A hipnose não deve ser usada para problemas físicos, como dor, a menos que o cliente tenha consultado anteriormente um médico para determinar causas físicas encobertas.
Métodos hipnóticos convencionais não são recomendados para crianças muito jovens porque elas podem carecer da atenção necessária. Contudo métodos de tratamentos mais interativos podem ser usados: a arte como terapia, jogos, narração de histórias e visualização dirigida, durante a qual podem ser feitas sugestões úteis para a criança.
Muitas vezes é solicitada a hipnose com o propósito de descobrir memórias da infância. Sob esse aspecto a hipnose pode ou não funcionar. Quando realmente as memórias vem à tona, o cliente pode ter tido uma "falsa memória" e não há garantia de que essas memórias sejam acuradas ou baseadas na realidade. Entretanto, em alguns casos, essas memórias podem ser desconfortáveis ou aflitivas.
Algumas vezes depois de um trabalho de transe, o cliente pode se sentir um pouco letárgico. O terapeuta e o cliente podem trabalhar juntos para se certificarem de que o cliente está totalmente alerta e suficientemente energizado para deixar o escritório do terapeuta e continuar a sua atividade diária.
Hipnose Ericksoniana
O tipo de hipnoterapia mais frequentemente praticado na psicoterapia de hoje é a Hipnose Ericksoniana, assim chamada por causa de Milton H. Erickson, M.D. Dos anos 30 aos 80 do século passado, o Dr. Erickson exerceu muita influência ao trazer o uso da hipnose clínica para os campos da medicina e da psicoterapia. Ele ensinou e praticou uma espécie de hipnose que era branda, permissiva e respeitosa ao cliente. Ele publicou os primeiros artigos e monografias sobre o uso terapêutico da hipnose. Centenas de livros e artigos foram escritos sobre o Dr. Erickson e seus métodos. O Dr. Erickson foi considerado como o primeiro hipnoterapeuta do mundo.
Aplicações da hipnoterapia
A hipnose tem muitas aplicações nos ambientes terapêuticos. Entre elas:

Aumento de confiança
Relaxamento durante o parto
Tratamento de fobias, medos e ansiedade
Desordem e distúrbios no sono
Problemas interpessoais
Depressão
Dificuldades sexuais
Queixas psicossomáticas
Alívio pós-traumático
Controle da dor
Gerenciamento do estresse
Controle de hábitos
Desempenho acadêmico
Desempenho atlético
Ajuda nas transições da vida
Preparação para procedimentos médicos e dentais
Bloqueios na motivação e criatividade
Tratamento de luto e perdas
Judy E. Pearson, Ph.D., NBCCH, é Diretora do Conselho Nacional para Hipnoterapeutas Clínicos Certificados. Ela é certificada em hipnose clínica e Programação Neurolinguística. Seu email é judypear@erols.com

Por: Judith E. Pearson, Ph.D.

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